HARP 100 - INFORMAÇÕES VALIOSAS A RESPEITO DESTE "MILAGROSO" (PERIGOSO) PRODUTO (E-mail que recebi)
Senhores,
Tenho duas hérnias discais (C4-C5 e C5-C7) que provocam cervicobraquialgia, que é uma dor resultante do pinçamento de um dos nervos que passam por essas vértebras e que vão em direção aos braços, antebraços e mãos.
Quando esse problema apareceu procurei uma clínica ortopédica e lá passei por um médico que radiografou meu ombro e realizou uma radiografia das minhas costas.
Nada tendo constatado nos dois exames, prescreveu uma única dose de uma injeção, que me foi aplicada lá mesmo e que diminuiu a dor momentaneamente. Ofertou-me também uma caixinha de um anti-inflamatório, "amostra grátis", retirado da gaveta de sua mesa, aliás repleta dessas mesmas caixinhas, recomendando que se a dor não cessasse após tomar esse medicamento que eu deveria retornar em setenta e duas horas.
Voltei três dias depois ainda com as mesmas dores e consultei outro ortopedista, da mesma clínica, que examinando meu prontuário decidiu solicitar uma ressonância magnética da região cervical e na mesma consulta me receitou uma outra injeção, um outro anti-inflamatório e dois analgésicos, um deles opiácio tarja preta, que deveria ser tomado se o outro que também havia prescrito não resultasse no alívio da dor.
Achei estranho as medicações serem prescritas antes do resultado da ressonância, assim decidi tomar somente um dos analgésicos antes de fazer a ressonância e depois da análise do resultado pelo médico iniciar com os outros medicamentos.
De posse do resultado da ressonância magnética, retornei ao mesmo médico que examinou o resultado do exame solicitado e suspendeu o uso de três dos quatro medicamentos que me havia prescrito, me informando que o exame havia detectado duas hérnias discais.
Então, enquanto já prescrevia outros medicamentos disse que eu deveria interromper aqueles medicamentos receitados anteriormente, exceto a injeção e substituir pelos que estava prescrevendo naquele instante.
Maldosamente, comentei que não havia tomado nenhum dos medicamentos anteriormente prescritos por ele, pois tinha por princípio somente ingerir medicações com prescrição médica e somente a partir de resultados de exames que confirmassem diagnósticos preliminares.
Ele ficou muito nervoso, ameaçou levantar de sua poltrona e sugeriu então que eu consultasse outro especialista uma vez que eu não havia seguido suas recomendações.
Consultei um terceiro especialista no mesmo dia, imediatamente à consulta de que acabava de sair.
Dessa vez era o chefe da equipe médica daquela mesma clínica; um senhor já idoso e que seu cartão o indicava ser professor de uma importante universidade paulistana.
Durante a consulta tornou a substituir os medicamentos que seu colega acabara de prescrever, mantendo um dos analgésicos e substituindo o anti-inflamatório recém prescrito, prescrevendo-me também um lote de seções de fisioterapia.
Disse ele que a fisioterapia reduziria as dores e que deveriam ser retomadas de tempos em tempos quando as crises de dor retornassem e que na realidade o que resolveria realmente o meu problema das dores seria uma cirurgia, com probabilidades de resultados pouco encorajadores por tratar-se da região cervical.
Entre essa quantidade enorme de medicamentos que me haviam receitado, estava o Arcoxia; anti-inflamatório devidamente legalizado pela ANVISA e que na época era considerado "TOP" da evolução científica farmacológica para solução dos problemas a que se destinava.
Algum tempo depois foi proibido pela Anvisa pois causava uma série de problemas colaterais gravíssimos que recordo-me inclusive ter encontrado na mídia matéria sobre a ocorrência de óbitos de sues usuários constatados em outros países.
Quem detectou o problema, não foi a Anvisa foi o FDA, a agência reguladora dos Estados Unidos.
A Anvisa é um orgão burocrático que vende, através de cobrança de taxas, inicialmente as licenças de funcionamento para a abertura e funcionamento das empresas e posteriormente também os registros dos produtos, sempre amparados na coleta de uma papelada imensa, mas que em minha opinião, de pouco significado prático em função da velha máxima que afirma que "o papel aceita tudo".
Um fato constrangedor que chega até ser engraçado é que a Anvisa há uns dois ou três anos passados proibiu a venda do cinquentenário, se não ainda mais antigo, Biotônico Fontoura, por conter em sua formulação alguma dosagem de álcool, que certamente era o princípio ativo que conferia ao produto a faculdade de abrir o apetite.
Atualmente esse produto voltou a ser livremente comercializado com nova formulação, dessa vez sem álcool, novamente autorizado pela Anvisa, sabe se lá até quando.
A Anvisa deve ter se balizado na regulamentação de trânsito que proíbe o consumo de álcool, senão além das possibilidades de óbitos causados pelos medicamentos que autorizam e também daqueles que não autorizam ou desautorizam, estaríamos sujeitos também às multas de trânsito!
Minha mãe me dava isso todo dia uma hora antes do almoço e acreditem, não morri e não me transformei num alcoólatra inveterado e dependente do Biotônico! Devo ter uma genética privilegiada! (exceto em se tratando da coluna cervical).
Ah! Se alguém neste instante estiver lendo este texto e pensar "Ele deveria ter procurado um outro médico..." posso adiantar que procurei sim um outro ortopedista.
Desta vez um cirurgião renomado em São Paulo, especializado em cirurgia minimamente invasiva, que na primeira consulta, logo depois que eu lhe disse a respeito do meu problema das duas hérnias na coluna cervical, perguntou-me literalmente: "O que você pretende fazer?"
Mas que perguntinha heim!
No momento fiquei atrapalhado e em dúvida até de quem ia operar quem.
Outros detalhes dessa consulta:
- Durante a conversa desqualificou a qualidade da ressonância magnética que eu havia realizado no segundo maior e mais bem conceituado laboratório de análises clínicas de São Paulo, indicando um outro laboratório em local próximo ao seu consultório, “logo ali atravessando a avenida tal...”, para que eu realizasse novamente o exame.
- Descartou a possibilidade da cirurgia minimamente invasiva, dizendo que no meu caso não se aplicava a técnica e que pretendia remover os dois discos cervicais e "colar" as vértebras, imobilizando-as.
- Esse procedimento mais simplório (artrodese) talvez fosse a alternativa para atendimento através de plano de saúde que provavelmente o remunera bem menos do que obtém com os atendimentos particulares a quem recomenda a prática minimamente invasiva.
- Perguntado sobre as sequelas da retira dos discos e fusão das vértebras, disse-me que provavelmente "somente" perderia parte do movimento do pescoço no sentido vertical, o que deduzi tratar-se do movimento do pescoço responsável pelo "Sim" o que me fez no íntimo imaginar naquela circunstância, que minha decisão lhe seria dada pelo movimento que teoricamente permaneceria cem por cento preservado dos efeitos da cirurgia.
O medicamento, veneno ou seja lá o que for o Harp, mencionado neste blog não tem expresso em sua embalagem o número do registro na Anvisa ou sua procedência, não tem bula, não tem formulação declarada, não informa contra-indicações, exceto restrição para gravidez, efeitos da interação com outros medicamentos, efeitos colaterais e menciona somente ser feito com a utilização de uma planta, tem marca comercial mas não menciona o fabricante, endereço nem o nome do responsável técnico.
Resumindo, deve ser a versão farmacológica em cápsulas da Caixa de Pandora.
De minha parte, pelos problemas que tenho; sofrendo com uma dor insuportável, que aumenta quando estou deitado e portanto não me deixa dormir, estou agora olhando para o frasco do maldito ou bendito Harp 100mg, do qual já ingeri duas cápsulas que fizeram minha dor quase desaparecer por completo.
Entretanto, com a leitura do post do Thiago Araújo, agora quase sem a dor, provavelmente permanecerei ainda insone, pois também encontrei aqui o relato de uma pessoa que declara ter ficado sem as dores que a incomodavam, porém afirma ter engordado 6 quilos depois de algum tempo de utilização do Harp.
Baseado nesse depoimento tenho agora uma outra dúvida. Será que é verdade mesmo que o que não mata engorda?
Não recomendo a ninguém tomar esse Harp, mas farei um favor a todos os que estão pesquisando sobre ele e que aqui encontraram esse meu relato.
Mesmo contrariando as minhas próprias convicções de não tomar medicamentos sem a certeza de que são eficazes, vou partir para o risco do sacrifício em nome da ciência.
Vou tomar um frasco todo, somente uma cápsula por dia e somente um frasco.
Vou esperar seis meses. Se sobreviver volto a dar meu depoimento, informando se resolvi meu problema, engordei ou inchei.
Se aqui não retornar nesse prazo para dar-lhes meu depoimento, peço antecipadamente suas orações....
Um abraço a todos,
Marcos